Prefeitura de Santa Rita do Araguaia recebe 70 máscaras protetoras doadas pela Unemat

A prefeitura de Santa Rita do Araguaia (GO) recebeu nesta segunda-feira (20), a doação de 70 máscaras protetoras (face shield), produzidas por alunos e professores voluntários da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), campus de Alto Araguaia. As máscaras são reutilizáveis, desde que sejam devidamente higienizadas. O Equipamento de Proteção Individual (EPI) amplia o campo de proteção durante a execução de procedimentos, ao evitar que os profissionais tenham contato com saliva, fluídos nasais e gotículas. Os equipamentos serão distribuídos para os profissionais da saúde que tem trabalhado na linha de frente no combate ao coronavírus.

A confecção dos protetores faciais foi possível devido ao recurso de cerca de R$ 8,7 mil repassados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-MT) para a aquisição de materiais usados na fabricação dos EPIs como chapas e filamentos de PETG (um material plástico mais resistente que o acrílico) e uma impressora 3D.

A Gestora Tânia Salgueiro agradeceu a iniciativa, destacando a importância da cooperação no enfrentamento à covid-19. “Através dessas doações e que podemos potencializar a capacidade do município em combater a contaminação durante o atendimento aos casos suspeitos e confirmados. Com esse apoio, aliado à compreensão e atitude consciente da população santarritense, vamos superar essa crise”, declarou a prefeita municipal.

O coordenador do projeto, professor doutor do Curso de Bacharelado em Ciências da Computação do campus da Unemat em Alto Araguaia, Fernando Yoiti Obana, explica que a pandemia da Covid-19 levou a uma escassez de EPIs, especialmente em cidades do interior, tornando o trabalho dos profissionais de saúde ainda mais arriscado.

“Em cidades do interior, o acesso aos EPIs e a aquisição de peças de reposição para respiradores mecânicos e outros dispositivos é dificultada pela inexistência de fabricantes desse tipo de material. Além disso, após a aquisição e pagamento, as encomendas levam de 20 a 30 dias para chegar ao seu destino, espera agravada pela pandemia da Covid-19. Esta espera pode ser reduzida, para no máximo 48 horas, se for possível a fabricação desses equipamentos e dispositivos localmente no próprio município, de acordo com a demanda”, explica Obana.

Segundo a procuradora do MPT Louise Monteiro Gagini, o projeto “possui inegável relevância no combate a pandemia da Covid-19, sobretudo porque se dirige à proteção dos profissionais de saúde, que enfrentam risco muito alto de exposição ao contágio pelo novo coronavírus”, pontua.

Assessoria de Imprensa

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