Quarta etapa do Projeto Entre Rios conquista novas alunas

Nesta quinta-feira (26), encerrou-se mais uma etapa do projeto “Entre Rios” uma parceria entre a Prefeitura Municipal de Santa Rita do Araguaia por meio da Superintendência de Cultura e a Ñanduti. Os trabalhos de bordados em arte, desenvolvidos sob orientação da professora Martha Dumont, no Centro de Convivência do Idoso Sivirina Borges Vieira vem sendo realizado no município desde dezembro de 2017 reunindo mais de 35 mulheres.

 

Durante esse processo, as alunas desenvolveram e melhoraram as habilidades nas técnicas de bordados. Segundo a coordenadora, Martha Dumont, a cada encontro novas alunas participam do grupo. “Elas melhoraram o nível de seus trabalhos e passaram a produzir outros tipos de produtos como: sacolas ecobag, porta moeda, porta celular, entre outros. Aprenderam todos os pontos e agora é só continuar a bordar. O legal é que elas podem continuar sozinhas em suas casas”, acrescenta Martha.

 

A aposentada, Laíde Petinari de Carvalho, de 73 anos, é uma das pioneiras do grupo e comenta sua admiração com os efeitos positivos do projeto. O grupo está gostando muito e cada dia aumenta. Neste encontro, quatro novas mulheres vieram somar ao curso. Fico admirada ao ver a evolução de todas, estão fazendo os bordados com mais perfeição!”, destaca Laíde .

 

Oseni Aldes, de 66 anos é aposentada e participa do grupo desde o segundo encontro, ela vê no curso a oportunidade de aprender, fazer novas amizades, combater o estresse e melhorar a saúde.

 

Iniciante do curso, a professora Selma Cabral, de 54 anos, ficou sabendo do curso por meio de divulgação no rádio. “Fui muito bem recebida pelo projeto, estou adorando”, diz Selma.

 

As confecções das alunas foram expostas no Fórum Mundial da Água (18 a 23 de março) em Brasília (DF). Com sucesso de vendas, o projeto “Entre Rios” trouxe visibilidade ao município de Santa Rita do Araguaia (GO).

 

Além do trabalho social e cultural, o projeto “Entre Rios” é uma contrapartida socioambiental da empresa Interligação Elétrica do Madeira (IE Madeira), que liga o estado de Rondônia à cidade de Araraquara (SP), mais conhecido como Linhão do Madeira. Como forma de compensar os danos socioambientais causados pelo Linhão, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), exige que seja feita uma educação ambiental nos locais atingidos.

 

Sendo assim, a empresa Ñadunti vêm desenvolvendo o projeto em dez cidades brasileiras, uma no estado de Góias, uma em Minas Gerais, três em São Paulo e outras cinco cidades em Mato Grosso. Uma forma de educar, conscientizar e alertar as pessoas do quanto nosso planeta depende de nós. Além de capacitar para o mercado de trabalho a comunidade.

 

A professora Martha ressalta essa importância ambiental, “é muito importante que o grupo cresça, alem do bordado e do ponto, que cresça de gente e aproximação de pessoas pelo bem da natureza e pelo bem delas próprias, porque afinal o meio ambiente começa no meio da gente”, conclui.

 

 

Estagiária Mirelly Ferreira

Assessoria de Imprensa

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