Enel volta a cortar energia de inadimplentes em agosto, mas garante facilidade para quem negociar débitos

Embora a retomada das atividades econômicas estejam a passos lentos, muitos serviços devem retomar a suspensão de fornecimento no segundo semestre de 2020. Entre estes, a energia elétrica volta a ter cortes por falta de pagamento, conforme determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

De acordo com Nelson Assumpção, diretor de Mercado da Enel Distribuição Goiás, a companhia irá ampliar a facilitação da renegociação para seus clientes em débito. “O que a gente tem tentado fazer, desde o início da pandemia, é oferecer condições de parcelamento diferenciadas. Muito mais agressivas do que a gente fazia em condições normais”, explicou ao Jornal Opção.

“A partir de agosto, a condição que a gente tinha, que já era diferenciada, vai ficar ainda mais agressiva, para facilitar ainda mais para a população, para aquele que tiver algum débito conosco, consiga regularizar a situação”, informou.

Entretanto, quem está com fatura atrasada pode esperar também pela cobrança de juros e multas em cima dos meses não pagos. “Serão cobrados multas e juros do período em que não foi cortado. Já o parcelamento não terá multas e juros. Ele paga pelo período que atrasou, mas o parcelamento não é como quando você vai fazer um financiamento ou compra parcelada”, explica. “O percentual é regulado no setor elétrico. A gente não pode variar muito, existe um teto. Será a mesma que sempre foi praticada.”

De acordo com Nelson, a quantificação ou porcentagem dos endividados com a Enel é uma informação sigilosa, mas ele conta que “houve, sim, uma parcela considerável” da população que não pagou as contas durante o período de pandemia.

Ritmo dos serviços não caiu

“Foi um impacto muito grande na arrecadação da empresa, lembrando que, apesar da pandemia, nós tivemos que manter nossa operação funcionando normalmente; a manutenção, a entrega da energia para o cliente. Tudo continuou no mesmo ritmo”, conta.

“Temos compromissos de qualidade firmados em diversas esferas que temos que cumprir, independentemente da pandemia. Por isso, a arrecadação é importante para nossa operação. Na parte técnica, não paramos. Os atendimentos continuam. A única questão foram as lojas fechadas, que ainda sim retornam a partir de agosto, mas toda parte de atendimento continuou normal, virtualmente, call center e tudo mais”, diz o diretor de Mercado.

Negociações

Segundo Nelson, a partir de agosto a empresa já está autorizada a realizar os cortes. “É claro que todo mundo que for ser cortado receberá previamente uma notificação, uma conta falando do débito. A ideia não é dia 1º já sair cortando. Vamos avisar. A gente quer de toda maneira que as pessoas nos contactem nos mais diversos canais que temos para fechar um parcelamento e evitar a suspensão do fornecimento, que não é bom nem para o cliente e nem para a gente. Não é definitivamente o que desejamos”, disse.

O ideal não é que o cliente aguarde uma notificação da Enel informando sobre o corte, mas que antecipe o contato e procure pelos canais de atendimento, antes de correr o risco de ter o serviço suspenso. Para quitar ou negociar os débitos, o cliente deve entrar no Portal de Negociação, dentro do site da companhia, pelo aplicativo Enel, ou por telefone, por meio do 0800-62-0196.

Em um desses canais serão oferecidas diversas opções, na qual a mais facilitada é um entrada mínima de 10% e mais nove parcelas do débito, que já virão embutidas nas próximas faturas. “Nosso pedido é que nos procurem e regularizem a situação para evitar qualquer situação referente ao corte”, alertou Nelson.

Entretanto, ele explica que há duas categorias de clientes que estão isentos da suspensão de serviços. “O cliente sobrevida, o vital, que por alguma condição tem um equipamento que seja vital para sua saúde. Pessoas acamadas, com enfermidades e comorbidades. Também os clientes cadastrados na Tarifa Social de Energia Elétrica de baixa renda. Aqueles que têm isso até o final do ano continuam não sujeitos ao corte até dezembro”, explica.

 

Fonte: Jornal Hoje

Compartilhar

Desenvolvido por